sábado, 15 de julho de 2017

Programa Garantia-Safra - Últimas Notícias!

A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) publicou, nesta sexta-feira (14), a última portaria de pagamento do Garantia-Safra 2015/2016. Ao todo serão beneficiados 5.705 agricultores familiares de três estados que tiveram perdas de produção acima de 50% devido à seca. Para a ação, o Governo Federal está destinando R$4,8 milhões.

No estado da Bahia estão sendo contemplados agricultores dos municípios de Itiúba, Valente e Várzea do Poço. Já no estado de Pernambuco, os pagamentos chegam aos agricultores que são de Gravatá e Jurema, enquanto que no Rio Grande do Norte, aos que são de Brejinho.

Na safra 2015/2016, o Governo Federal destinou R$733 mil para auxiliar 863.136 agricultores de 1.029 municípios, que tiveram perda de produção comprovada. Ao todo, 991.853 agricultores de 1.220 municípios aderiram ao benefício.

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O Garantia-Safra é destinado a agricultores familiares que têm renda até 1,5 salário mínimo e que plantam entre 0,6 e 5 hectares de feijão, milho, mandioca, arroz ou algodão. O benefício de R$850 é pago em cinco parcelas de R$170, de acordo com o calendário de benefícios sociais da Caixa Econômica Federal. A medida é uma forma de tentar garantir a subsistência da família do agricultor, o que dá liberdade para que ele escolha como aplicar o dinheiro.

Inscrições para 2017/2018
As inscrições para o Garantia-Safra ano agrícola 2017/2018 estão abertas desde o início do mês de julho nos 10 estados que o programa atende. São eles: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe Bahia e Minas Gerais. Todos fazem parte da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), região que está sistematicamente sujeita à perda de produção em função da estiagem.

Uma vez inscritos no programa, os agricultores familiares pagam anualmente R$17, enquanto os municípios arcam com R$51, os estados com R$102 e a União com, no mínimo, R$340 por cada agricultor que fizer a adesão. Os produtores só recebem o benefício se todas as partes repassarem o recurso ao Fundo Garantia-Safra e se tiverem perda comprovada de, no mínimo, 50% da produção.

Fonte: Site do MDA - Ministério do Desenvolvimento Agrário. Confira a matéria completa na íntegra, acessando o link: http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/sead-libera-%C3%BAltima-portaria-do-pagamento-do-garantia-safra-20152016

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Operações do Pronaf superam R$ 22 bilhões na Safra 2016-17

O valor das operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) atingiu R$ 22,7 bilhões na Safra 2016-2017, o que representa um crescimento de 3,4% em comparação com a safra anterior.  O secretário José Ricardo Roseno, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), considera tal desempenho bastante significativo, principalmente considerando a conjuntura econômica nos últimos 12 meses. Para se ter uma ideia, no mesmo período de comparação, o crédito rural como um todo teve um decréscimo de 2,7%. 

“O Pronaf é uma política fundamental para o agricultor familiar se desenvolver no campo. Sem crédito para investir, muitos deles não chegam a plantar e os reflexos são sentidos em toda a cadeia da economia brasileira, já que a agricultura familiar é um dos segmentos que mais têm ajudado a controlar a inflação. O balanço positivo da safra que terminou agora mostra que o programa tem aumentado a capacidade produtiva, a geração de renda, bem como a qualidade de vida dessas pessoas”, avalia Roseno.

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A análise do último mês da safra mostra que o desempenho do Pronaf teve um crescimento de 6,65% no valor das operações, comparando junho de 2017 com junho de 2016. No entanto, é importante destacar que algumas mudanças metodológicas na forma do registro das operações no Sistema Sicor do Banco Central que foram recentemente implementadas dificultam uma análise do desempenho das rubricas internas do Programa na última safra. 

José Carlos Zukowski, diretor substituto do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção da Sead, explica que foram criadas as rubricas Comercialização e Industrialização, mediante remanejamento de operações de outras rubricas. “Isso impacta negativamente o Custeio, cujos dados não podem ser diretamente comparados para apurar o crescimento da Safra 2015-16 para a Safra 2016-17”, analisa. Além disso, Zukowski explica que recria e engorda na pecuária foram remanejados do Investimento para o Custeio.  “Isso impacta negativamente o investimento pecuário e, como o montante desse remanejamento não está disponível, não é possível apurar o crescimento nessas rubricas”, diz o diretor. 

Os dados do Investimento agrícola não foram afetados por essas mudanças metodológicas e nessa área o crescimento foi de 2,05%. Zukowski explica que no Custeio os números do Sicor apresentam um crescimento de 9,53%. “Mas se compensadas as mudanças na metodologia, o crescimento é maior”, diz. 

Destaques nas regiões
A região Sul do país responde por 54,9% do valor das operações do Pronaf na Safra 2016-17, superando R$ 12,5 bilhões.  Já em termos de quantidade de contratos, na região Nordeste está a maioria dos empreendimentos financiados, com mais de 835 mil operações, correspondendo a 52,45% do total. No entanto, vale esclarecer que os dados do Sicor informam o número de empreendimentos financiados, podendo haver casos em que dentro de um mesmo contrato de crédito se tenha duas ou mais sub-operações, uma para cada empreendimento. Ou seja, o Sicor informa o dado mais detalhado.

Para José Carlos Zukowski, esses números refletem a realidade da agricultura em cada região.  Ele explica que, na região Sul, as cadeias produtivas estão mais estruturadas, o clima é mais favorável e a agricultura familiar está mais organizada, resultando em um grande volume de produção agropecuária, que se reflete no valor do crédito rural.  Já na região Nordeste, as condições climáticas são menos favoráveis, mas há um grande número de pequenos agricultores e o microcrédito do Pronaf Grupo B alcança centenas de milhares de famílias. 

Fonte: Site do MDA - Ministério do Desenvolvimento Agrário. Confira a matéria completa na íntegra, acessando o link >>> http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/opera%C3%A7%C3%B5es-do-pronaf-superam-r-22-bilh%C3%B5es-na-safra-2016-17

terça-feira, 11 de julho de 2017

Presidente da República sanciona novo marco legal para a reforma agrária

Agricultores de assentamentos da reforma agrária e de áreas públicas federais não regularizadas em todo o país serão beneficiados com a sanção do projeto de lei de conversão da Medida Provisória (MP) 759/2016, que estabelece novas regras para a reforma agrária e a regularização fundiária. O presidente da República, Michel Temer, sanciona a nova lei nesta terça-feira (11), às 15 horas, no Palácio do Planalto, durante o lançamento do Programa Nacional de Regularização Fundiária.
 
A MP 759/2016 foi publicada pelo Governo Federal com o objetivo de modernizar a legislação agrária, adequar as normas à realidade atual do Brasil e, principalmente, assegurar mais efetividade e menor burocracia nas políticas de reforma agrária e de regularização fundiária.
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Para o presidente do Incra, Leonardo Góes, a aprovação da nova lei assegura mais transparência e agilidade nas ações executadas pela autarquia. “As medidas vão proporcionar mais segurança jurídica no campo, sem abrir mão de exigências e controles. As iniciativas fortalecem a atuação do Incra e corrigem distorções de suas políticas”, destaca.
 
A nova norma vai aperfeiçoar os instrumentos adotados pelo Incra para obtenção e destinação de terras para criação de assentamentos, cadastro e seleção de candidatos ao Programa Nacional de Reforma Agrária, os critérios de permanência das famílias assentadas e, principalmente, simplificar a titulação de lotes em assentamentos e posses em áreas da União em todo o país.
 
No âmbito da reforma agrária, a nova legislação viabiliza a retomada, com segurança jurídica, do processo de seleção para o assentamento de novas famílias de trabalhadores rurais, dando continuidade a um importante programa de inclusão social e produtiva. As alterações possibilitam ainda a regularização de cerca de 120 mil famílias que ocupam, de forma irregular, parcelas em assentamentos e se enquadram nos critérios de beneficiários da reforma agrária.
Fonte: Site do INCRA - Confira a matéria na íntegra acessando o link; http://www.incra.gov.br/noticias/presidente-da-republica-sanciona-novo-marco-legal-para-reforma-agraria

domingo, 14 de maio de 2017

Garantia-Safra; Notícias!

O programa da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) beneficia com R$850 agricultores que tenham perda de mais de metade da produção devido à seca. Os estados contemplados estão localizados na Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), região sujeita a prejuízos em função da estiagem. O estado passa por uma seca prolongada há cinco anos, o que tem feito com que muitas famílias tenham perda parcial ou total de suas produções.

A coordenadora do Garantia-Safra, Dione Freitas, explica que o período de adesão dos agricultores ao programa para a safra 2016/2017 já está encerrado e as reuniões orientarão as prefeituras e os técnicos das Empresas Públicas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) sobre como agir para que os agricultores não tenham ainda mais prejuízos.

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“A Sead tem uma preocupação muito grande em relação aos municípios não perderem prazos e indicarem o técnico vistoriador. Se algo falhar nesta parte, os agricultores não recebem o seguro. Como houve eleições recentemente, o que faz mudar o corpo técnico das prefeituras municipais, as reuniões tornam-se muito importantes para alertá-los nisso. Todos os procedimentos de verificação de perdas ocorrem a partir da demanda do município”, frisa Dione.

Matias Ribeiro Cabral, coordenador do Garantia-Safra no Piauí para a safra 2016/2017, conta que aproximadamente 120 mil agricultores piauienses aderiram ao programa. Ribeiro reforça ainda a importância das reuniões, principalmente, por esse ser o primeiro ano de mudanças no calendário agrícola para o plantio e nos prazos para as vistorias. “É necessário levar aos membros dos conselhos municipais essas informações para que sejam realizadas as vistorias e o benefício possa chegar aos agricultores no caso de perdas”, resume Matias.

Além do estado do Piauí, as reuniões também foram realizadas na Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte. Nos outros estados aderidos ao programa, os encontros são realizados com a presença das coordenações técnicas estaduais.

Ingrid Castilho
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação.
 
Fonte: portal do MDA - Ministério do Desenvolvimento Agrário. Confira a matéria na íntegra; acessando o link http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/sead-leva-orienta%C3%A7%C3%B5es-do-garantia-safra-munic%C3%ADpios-do-piau%C3%AD

sexta-feira, 28 de abril de 2017

A importância dos Sistemas agroflorestais.

A adoção de SAFs proporciona mudanças significativas no microclima de uma propriedade rural. É o que demonstra pesquisa realizada na região Sul do Mato Grosso do Sul pela Embrapa Agropecuária Oeste (MS). Os SAFs reúnem cultivos de espécies de árvores nativas ou exóticas madeiráveis, frutíferas, oleaginosas, medicinais, entre outras, de forma simultânea e no mesmo ambiente.

De acordo com o responsável pelo trabalho, o pesquisador da Embrapa Milton Parron Padovan, a presença de árvores proporcionou melhor controle de temperatura, da umidade relativa do ar e da umidade do solo. O especialista conta que estudos desenvolvidos por diferentes grupos de pesquisa constataram, no horário entre 12h e 15h, diferenças de 2ºC a 15ºC a menos dentro de SAFs em relação a áreas abertas, sem a presença de árvores. "Esses trabalhos também constataram que a umidade do ar oscila menos dentro de SAFs ao longo do dia", informa Padovan.


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Além disso, houve regulação da temperatura do ar, reduzindo sua variação ao longo do dia e, consequentemente, tornando o ambiente mais estável, o que traz benefícios às plantas e aos animais componentes desses sistemas. "Outra vantagem é a proteção que as árvores proporcionam fazendo papel de quebra-ventos", explica o cientista.

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A redução da velocidade do vento é importante para os sistemas produtivos agrícolas, até mesmo para as pastagens, pois os ventos podem prejudicar o crescimento das plantas. A agitação excessiva das folhas prejudica o desenvolvimento sadio da cultura. Essa vantagem pode resultar em incremento do rendimento das culturas agrícolas e das pastagens. Outra alteração causada pela presença das árvores nos SAFs, explica Padovan, ocorre com a temperatura do solo que passa a ser mais estável no sistema. "Dessa forma, a modificação do microclima repercute sobre o balanço hídrico do solo, proporcionando aumento da umidade disponível para as plantas que se encontram cultivadas embaixo das árvores, devido à redução da radiação que chega ao solo", salienta Padovan.

O microclima se caracteriza pelas variações climáticas que acontecem numa determinada região de acordo com o tipo de clima predominante. Ele reflete alterações no ambiente natural, feitas pela utilização do solo e do ambiente para fins de desenvolvimento de atividades econômicas, por meio das diversas atividades laborais humanas. O microclima é vulnerável, ou seja, podem ocorrer algumas mudanças que o tornará diferente das características originais do clima de uma determinada região que o cerca. "O microclima é algo bem pontual, se refere a algo localizado numa área bem menor do que em relação ao todo de uma região", explica o agrometeorologista da Embrapa Agropecuária Oeste, Carlos Ricardo Fietz.

Fonte: Portal do Agronegócio. Confira a matéria na íntegra, acessando o link >>> http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/sistemas-agroflorestais-ajudam-a-melhorar-microclima-da-propriedade-rural-154448

sábado, 22 de abril de 2017

Fazendinha Agroecológica Km 47

Implantado em 1993, o Sistema Integrado de Produção Agroecológica (SIPA), mais conhecido como Fazendinha Agroecológica Km 47, ocupa uma área de aproximadamente 70 hectares próximo à sede da Embrapa Agrobiologia, em Seropédica/RJ. É uma iniciativa conjunta da Embrapa Agrobiologia, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio) e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
 
A partir da integração das atividades de produção animal e vegetal, o manejo na Fazendinha prioriza a reciclagem de nutrientes, que é favorecida pelo uso de estercos e compostos orgânicos, e o uso de desenhos de sistemas agrícolas diversificados, que envolvem rotações e consórcios culturais. A adubação verde também é uma prática rotineira nos sistemas de produção locais, com ênfase na utilização de espécies vegetais da família das leguminosas, que contribuem para o fornecimento de nitrogênio por meio do processo natural de fixação biológica. Além disso, a pecuária leiteira existente no espaço é manejada baseada no uso de animais mestiços e no emprego da homeopatia veterinária e de princípios de bem-estar animal.
 
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Busca-se, ainda, a manutenção em níveis toleráveis das populações de fitoparasitas e de ervas espontâneas, sem o emprego de técnicas que representem impactos negativos de natureza ecotoxicológica, o que é feito, por exemplo, a partir da utilização de princípios do controle biológico de pragas. Além disso, os desenhos das áreas de produção buscam valorizar a presença de espécies arbustivas e arbóreas como elementos funcionais de diversificação da paisagem, que incluem a implantação de sistemas agroflorestais.

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A Fazendinha Agroecológica Km 47 engloba ainda o Centro de Formação em Agroecologia e Agricultura Orgânica (CFAAO), que busca consolidar experiências educativas desenvolvidas com base no SIPA, dando suporte a atividades de formação para instituições de extensão rural, entidades da agricultura familiar, instituições públicas, estudantes e técnicos de todo o País.


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As visitas à Fazendinha Agroecológica são realizadas, geralmente, entre os meses de maio e setembro, considerando que está localizada na Baixada Fluminense, cujas condições climáticas impõem uma série de limitações para o cutivo de hortaliças, em função das altas temperaturas e das chuvas de verão. Essa situação compromete o aspecto didático do sistema de produção, que nesse período entra em fase de manejo.

Fonte: Site da EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Confira a matéria na íntegra, acessando o link >>> https://www.embrapa.br/agrobiologia/fazendinha-agroecologica



quarta-feira, 19 de abril de 2017

Cultivo - Crotalária reduz infestações da lagarta-do-cartucho no milho

Uma pesquisa que vem sendo realizada pela Embrapa Milho e Sorgo (MG), em conjunto com as universidades federais de Lavras (UFLA) e de São João del-Rei (UFSJ), revela que a Crotalaria juncea é uma das plantas mais apropriadas para a cobertura do solo antes do cultivo das culturas comerciais para se prevenir infestações dessa praga, sobretudo quando comparada a outras plantas de cobertura largamente utilizadas no País para a formação de palha: girassol, as braquiárias decumbens e ruziziensis, milheto, aveia, o tremoço-branco, nabo forrageiro e o próprio milho. Os resultados foram publicados no Bioscience Journal, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

A Crotalaria juncea é bastante utilizada no sistema de rotação de culturas no Brasil, sendo uma leguminosa que se destaca pela capacidade de fixação de nitrogênio e pela alta produção de massa verde. Os resultados dos experimentos conduzidos tanto em laboratórios quanto em casa de vegetação da Embrapa Milho e Sorgo mostram que essa planta foi a que menos favoreceu a multiplicação e o estabelecimento da lagarta-do-cartucho no milho. A praga, quando alimentada com folhas da leguminosa, acumulou menos biomassa (adquirindo menor peso) e apresentou as menores taxas de sobrevivência. "Quanto menor o desenvolvimento, menor é a capacidade de multiplicação da lagarta", aponta a pesquisadora do Núcleo de Fitossanidade e Armazenamento da Embrapa Milho e Sorgo Simone Martins Mendes, uma das coordenadoras da pesquisa.

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Esses dois fatores observados merecem destaque, na visão da pesquisadora, já que pragas polífagas como a lagarta-do-cartucho têm se tornado importantes em sistemas tropicais de cultivo por se aproveitarem das chamadas "pontes verdes", em que a composição vegetal permite a ocorrência de plantas hospedeiras de forma ininterrupta. "Plantas que favorecem uma menor sobrevivência das lagartas devem ser preferidas em condições de alta infestação da praga, como é o caso da crotalária, em que a sobrevivência foi de apenas 7% em condições de casa de vegetação. Ao contrário, o produtor deve ter atenção especial quando utiliza a braquiária como planta de cobertura, pois essa planta favorece a sobrevivência dessa espécie de praga", afirma Simone Mendes.

Fonte: Portal do Agronegócio. Confira a matéria na íntegra, acessando o link >>> http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/crotalaria-reduz-infestacoes-da-lagarta-do-cartucho-no-milho-153764

Sementes crioulas: verdadeiros patrimônios genéticos

Agricultoras e agricultores familiares de todo Brasil contribuem de diversas maneiras para a preservação da agrobiodiversidade. Uma das prin...