sábado, 3 de março de 2018

Projeto D. Helder Câmara renova a esperança no Semiárido



No final de 2017, cerca de 32 mil agricultores familiares de 667 municípios do Semiárido brasileiro passaram a receber assistência através do projeto D. Helder Câmara (PHDC). Em sua segunda fase, o projeto está beneficiando agricultores dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe (Nordeste), Minas Gerais e Espírito Santo (Sudeste).

Realizado pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) e seus parceiros, em sua essência, o D. Helder Câmara é um programa de ações referenciais de combate à pobreza e apoio ao desenvolvimento rural sustentável no Semiárido, embasado no conceito de convivência, e articulado às dimensões sócio-políticas, ambientais, culturais, econômicas e tecnológicas, e por processos participativos de planejamento, gestão e controle social.

A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) é parceira da Sead na execução do projeto, e coordena as ações do eixo assistência técnica e extensão rural (Ater). Somente para este eixo, o investimento é de cerca de R$ 410 milhões, recursos do governo federal repassados à Anater através da Sead, com execução das ações até abril de 2020. 

 Resultado de imagem para projeto dom helder camara

O secretário especial da Sead, Jefferson Coriteac, destaca a importância da política pública para os agricultores. “A assistência técnica e extensão rural proporcionam todo o amparo e a assessoria que o agricultor familiar precisa. Como, por exemplo, saber se o solo está com qualidade necessária para o plantio, se a maneira que está sendo feito o manejo está adequada e se a comercialização está sendo feita da melhor forma. Estudos mostram que após a assistência técnica, a produção dos agricultores aumenta em 3 a 4 vezes.”

Histórico do PHDC
De acordo com documento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), a primeira etapa do programa D. Helder Câmara foi realizada de 2000 a 2010, a partir de um acordo de Empréstimo Internacional firmado entre a República Federativa do Brasil e o FIDA, e de uma doação do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), com a proposta de articulação e diálogo sobre políticas para reduzir a pobreza e a desigualdade no semiárido do Nordeste do Brasil.

Segundo o documento, a meta do projeto foi o melhoramento sustentável das condições sociais e econômicas de 15.000 famílias de assentamentos federais de Reforma Agrária, e agricultores familiares vizinhos, no Semiárido do Nordeste, mais especificamente, nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe e Piauí, com a devida consideração de igualdade de gênero, das pessoas idosas e das minorias.

O PDHC se dividiu em três fases, sendo uma fase introdutória (2000 a 2002), uma fase de decolagem (2003 a 2005), e uma fase de plena implementação (2005 a 2010). O projeto atendeu mais de 15.000 famílias, correspondendo a 100% do alvo projetado, atuando com 346 associações em 336 assentamentos de Reforma Agrária e comunidades localizadas em 77 municípios de oito territórios dos seis estados contemplados.

Jerúsia Arruda
Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater)
Assessoria de Comunicação
Contatos: (61) 2020-0905 / 99241-3607 - ascom@anater.org

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Garantia-Safra é liberado para mais de 39 mil agricultores do sertão nordestino



A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), liberou o pagamento do Garantia-Safra, relativo a safra 2016/2017 conforme a portaria nº 80 de 9 de fevereiro de 2018, publicado no Diário Oficial. Neste ano 39.116 agricultores familiares de 83 municípios serão beneficiados e o mês de fevereiro marca o início de operações para esse ano agrícola.

O Garantia-Safra tem o valor de R$850 e é concedido em cinco parcelas de R$170. O benefício é para agricultores cadastrados no programa, que moram em municípios cuja perda da produção agrícola tenha sido de ao menos 50% devido à seca. O recurso pode ser retirado em qualquer agência lotérica ou bancária da Caixa Econômica Federal, de acordo com o calendário de pagamento de benefícios sociais.

 Resultado de imagem para garantia safra

A coordenadora do Garantia-Safra, Dione Freitas, explica que o programa tem como objetivo garantir condições de sobrevivência para agricultores familiares que vivem em municípios sistematicamente sujeitos a perda de safra em função da seca. O Garantia-Safra é uma das políticas da Sead fundamentais para os agricultores de baixa renda que vivem no Semiárido Brasileiro.

Lista de Municípios beneficiados no RN:
Acari, Alto do Rodrigues, Antônio Martins, Apodi, Areia Branca, Caicó, Caraúbas, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Currais Novos, Equador, Felipe Guerra, Frutuoso Gomes, Itaú, Jardim do Seridó, Marcelino Vieira, Mossoró, Ouro Branco, Paraú, Parelhas, Pau dos Ferros, Pendências, Pilões, Portalegre, Riacho da Cruz, Rodolfo Fernandes, Santana do Matos, São Francisco do Oeste, São Rafael, Serra do Mel Serrinha dos Pintos, Severiano Melo, Taboleiro Grande; Tenente Laurentino Cruz, Timbaúba dos Batistas, Triunfo Potiguar, Umarizal.

Assessoria de Comunicação 
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Contatos: (61) 2020-0120 e imprensa@mda.gov.br

Via MDA; confira a matéria na íntegra acessando o link >>> http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/garantia-safra-%C3%A9-liberado-para-mais-de-39-mil-agricultores-do-sert%C3%A3o-nordestino

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Saiba o que são inimigos naturais, quais os tipos mais comuns e sua função na agricultura

Na agricultura, estar atento à presença dos chamados inimigos naturais é fundamental, uma vez que esses organismos são muito úteis para o controle biológico de pragas em determinados cultivos.

Qual a importância do controle biológico?

O controle biológico é uma opção segura em relação à utilização de inseticidas e agrotóxicos prejudiciais ao meio ambiente, causando poluição do solo e diversos males à saúde do trabalhador rural e aos consumidores dos produtos. A técnica da utilização dos inimigos naturais é aplicada por meio do uso de organismos vivos que estão presentes na natureza.

Como exemplo, vale mencionar os insetos que parasitam ou se alimentam de pragas agrícolas, bem como patógenos que causam algum tipo de doença nos insetos. O uso de determinados insetos também pode acontecer, o que geralmente é feito de dois modos: libertando-os na área de produção ou, em determinadas situações, possibilitando que os insetos já atuantes na área aumentem em número e continuem perto dos cultivos.

 Imagem relacionada

Identificação dos inimigos naturais
É fundamental que a identificação dos inimigos naturais seja feita de maneira correta, de modo a impedir que os organismos utilizados gerem danos ainda maiores na lavoura. Além disso, é necessário ter em mente que nem todos os insetos que se alimentam de plantas podem ser considerados pragas — muitos, inclusive, podem até se alimentar da lavoura sem necessariamente colocar em risco a produção ou acarretar danos econômicos ao agricultor.

Os inimigos naturais podem ser considerados os “amigos do agricultor”, geralmente insetos predadores que atuam se alimentando de outros insetos prejudiciais à plantação. Em alguns casos, eles mastigam os insetos que são ruins para a lavoura ou se alimentam do conteúdo interno do corpo deles.

Alguns insetos, inclusive, se alimentam de presas enquanto elas ainda estão em suas fases iniciais de vida (larvas ou ninfas), enquanto que outras espécies atuam como predadores tanto na fase jovem quanto na fase adulta. A maioria dos inimigos naturais costumam se alimentar de uma grande variedade de presas.

Exemplos comuns de inimigos naturais benéficos para a agricultura
Um exemplo de inseto predador é a Tesourinha, um inseto de seis pernas que possui uma estrutura rígida em formato de pinça na extremidade posterior do corpo. A Tesourinha realiza o controle biológico se alimentando dos ovos de pulgões, de moscas brancas e de pequenas lagartas.

As joaninhas, que por sua vez também são insetos predadores, se alimentam essencialmente de pulgões, ácaros, cochonilhas, moscas brancas, larvas, entre outros. Já as joaninhas que possuem uma coloração mais bege, se alimentam de fungos.

Fonte: Pensamento Verde

sábado, 20 de janeiro de 2018

Agricultura Familiar - Publicado o Decreto que propõe mudanças para o PNCF



Foi publicado na quinta-feira (11), o Decreto 9.263, que prevê novas regras para o acesso ao Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). Entres as principais mudanças destaca-se a ampliação dos tetos de financiamento e dos perfis de renda e patrimônio, atendendo a uma recorrente reivindicação dos movimentos sociais de trabalhadores rurais e da agricultura familiar.

Segundo o secretário da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), Jefferson Coriteac, o PNCF é uma política consolidada, que já passou por várias etapas, e as novas condições têm como objetivo atender a um público maior da agricultura familiar, ampliando e fortalecendo o acesso à terra. “Os novos tetos de financiamento vão permitir que o agricultor possa adquirir terras com melhores condições de cultivo, aumentando a capacidade da produção. O que aumenta a possibilidade do produtor ampliar a sua renda.”
 Resultado de imagem para Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF).
De acordo com a subsecretária da Subsecretaria de Reordenamento Agrário (SRA), Raquel Santori, o Decreto altera alguns itens para acompanhar algumas atualizações e adequações necessárias, como a nova gestão e o momento atual do país, por exemplo. “As novas regras do crédito fundiário vão além da atualização dos valores. Estamos qualificando o processo de tramitação do programa, envolvendo todas as esferas públicas e os movimentos sociais, com o objetivo de assegurar que o trabalhador possa, sim, ter a sua terra, com maior viabilidade técnica, econômica e social e com condições para poder produzir.”

Novos tetos do PNCF
Para os agricultores inscritos no Cadastro Único (CAD Único) a renda anual passa de R$ 9 mil para até R$ 20 mil. Já o patrimônio, que era de R$ 30 mil, pode chegar a R$ 40 mil.

Para o público intermediário, a renda anual passa de R$ 30 mil para até R$ 40 mil. E o teto do patrimônio aumenta de R$ 60 mil para R$ 80 mil.

Há ainda uma nova linha, destinada a famílias com renda de até R$ 216 mil com patrimônio de até R$500 mil. Com a nova regulamentação, o risco da operação é do agente financeiro.

Para todos os casos, o teto de financiamento será de até R$ 140 mil, conforme os tetos microrregionais.

As demais condições de financiamento serão divulgadas após reunião nos próximos dias do Conselho Monetário Nacional (CMN), quando serão definidos os juros, tempo de financiamento, prazo, carência, bônus, além da forma de cálculo da parcela.

Com a publicação do Decreto, a SRA está adotando as providencias para alterar o regulamento operativo e os manuais do PNCF para que o programa possa ser retomado.

Crédito fundiário
O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) oferece condições para que os trabalhadores rurais sem terra ou com pouca terra possam comprar um imóvel rural por meio de um financiamento. O recurso é usado na estruturação da infraestrutura necessária para a produção e assistência técnica e extensão rural. Além da terra, o agricultor pode construir sua casa, preparar o solo, comprar implementos, ter acompanhamento técnico e o que mais for necessário para se desenvolver de forma independente e autônoma.

Assessoria de Comunicação 
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Dom Helder Câmara atenderá 5.344 famílias no Ceará



A partir de 2018, o estado cearense passará a integrar o Projeto Dom Helder Câmara. Coordenado pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), o projeto corresponde a ações referencias de combate à pobreza e apoio ao desenvolvimento rural sustentável no Semiárido. Na última quinta-feira (21), a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) firmou parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-CE). Com essa ação 5.344 famílias de agricultores familiares serão beneficiadas. 

 
A parceria foi assinada em ato solene no auditório Murilo Aguiar, na Assembleia Legislativa do Ceará. Serão investidos R$ 19.581.038,00 para as ações do eixo Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) que são realizadas pela Anater e serão executadas até o ano de 2020, em 102 municípios cearenses.

Ater
O eixo Assistência Técnica e Extensão Rural é coordenado pela Anater, beneficiando 35 mil famílias de agricultores de 572 municípios dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe (Nordeste), Minas Gerais e Espírito Santo (Sudeste). Para esse eixo o investimento será de R$ 170 milhões, até abril de 2020.

Carolina Gama
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário Assessoria de Comunicação

Sementes crioulas: verdadeiros patrimônios genéticos

Agricultoras e agricultores familiares de todo Brasil contribuem de diversas maneiras para a preservação da agrobiodiversidade. Uma das prin...