segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Feira Semiárido Show 2015 - Tem como Tema: ‘Territórios, água e Agroecologia: base para a vida no Semiárido’

Considerado o maior evento para a agricultura familiar da região Nordeste, a Feira Semiárido Show 2015, há 40 quilômetros de Petrolina (PE), começa nesta terça-feira (20). Esta é a sexta edição do evento que, mais uma vez, conta com a participação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que vai promover diversas atividades, como cursos de capacitação, exposições, rodas de leitura e demonstrações tecnológicas.
                          
Por meio da Secretaria de Reordenamento Agrário (SRA), o MDA vai realizar a Oficina de Capacitação de Técnicos e Beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). A Roda de Diálogo Integração e Acesso às Políticas Públicas da Agricultura Familiar abre a programação das oficinas com a participação do secretário da Agricultura Familiar (SAF/MDA), Onaur Ruano, que representa o ministro Patrus Ananias no evento.

 
Para Adhemar Lopes de Almeida, a Feira é mais uma oportunidade de reunir os beneficiários das políticas do MDA para compartilhar experiências e estratégias, particularmente no que diz respeito à convivência com o semiárido. “É um bioma extremamente desafiador, por causa de suas condições naturais extremas de pouca chuva, solos pobres, mas que tem uma população muito guerreira. Então esse momento é de resgatar e dividir essas experiências, unindo-as com o conhecimento desenvolvido pela Embrapa e outras instituições de pesquisa, com os saberes locais”, destacou ao salientar que o desafio desse bioma é estabelecer uma estratégia de convivência.

O Programa Arca das Letras também tem programação na Feira. Na quinta-feira (22) está previsto um encontro com agentes de leitura das arcas, localizados por todo o semiárido, para uma reciclagem de seus treinamentos.

Saiba Mais, Acessem o Site do MDA.
Link da matéria disponível em:  http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/feira-aproxima-agricultores-familiares-do-semi%C3%A1rido-%C3%A0s-pol%C3%ADticas-p%C3%BAblicas
Considerado o maior evento para a agricultura familiar da região Nordeste, a Feira Semiárido Show 2015, há 40 quilômetros de Petrolina (PE), começa nesta terça-feira (20). Esta é a sexta edição do evento que, mais uma vez, conta com a participação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que vai promover diversas atividades, como cursos de capacitação, exposições, rodas de leitura e demonstrações tecnológicas.
Por meio da Secretaria de Reordenamento Agrário (SRA), o MDA vai realizar a Oficina de Capacitação de Técnicos e Beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). A Roda de Diálogo Integração e Acesso às Políticas Públicas da Agricultura Familiar abre a programação das oficinas com a participação do secretário da Agricultura Familiar (SAF/MDA), Onaur Ruano, que representa o ministro Patrus Ananias no evento.
Para Adhemar Lopes de Almeida, a Feira é mais uma oportunidade de reunir os beneficiários das políticas do MDA para compartilhar experiências e estratégias, particularmente no que diz respeito à convivência com o semiárido. “É um bioma extremamente desafiador, por causa de suas condições naturais extremas de pouca chuva, solos pobres, mas que tem uma população muito guerreira. Então esse momento é de resgatar e dividir essas experiências, unindo-as com o conhecimento desenvolvido pela Embrapa e outras instituições de pesquisa, com os saberes locais”, destacou ao salientar que o desafio desse bioma é estabelecer uma estratégia de convivência.
O Programa Arca das Letras também tem programação na Feira. Na quinta-feira (22) está previsto um encontro com agentes de leitura das arcas, localizados por todo o semiárido, para uma reciclagem de seus treinamentos.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Pronaf Agroecologia

O Pronaf Agroecologia foi criado para financiar investimentos em sistemas de produção agroecológicos ou orgânicos

O Pronaf Agroecologia tem por objetivo financiar investimentos em sistemas de produção agroecológicos ou orgânicos, com a inclusão dos custos relacionados à implantação e manutenção dos processos inerentes ao empreendimento.

O crédito destina-se a pessoas físicas que estejam enquadradas como agricultoras familiares no Programa (Pronaf), e que encaminhem para avaliação uma proposta simplificada ou um projeto técnico para sistemas agroecológicos de produção, em conformidade com as normas estabelecidas pela Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário ou projeto técnico para sistemas orgânicos de produção, em conformidade com as normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 


As taxas de juros aplicadas para contratar crédito pelo Pronaf são baixíssimas. Os contratos de crédito, nesta modalidade, incidem taxas de juros de 1% ao ano para valores de até R$ 10 mil e de 2% ao ano para valores superiores a R$ 10 mil. Se o cliente optar por uma segunda contratação de crédito, dentro do Pronaf Agroecologia, e esta contratação somada à primeira ultrapassar o valor R$ 10 mil, durante o mesmo ano agrícola, o novo contrato de financiamento terá aplicação de taxa de juros de  2% ao ano.

 

Os prazos do financiamento do Pronaf Agroecologia são de 10 a 15 anos, incluindo-se até 3 anos de carência, dependendo da finalidade e o limite de crédito para atividades de suinocultura, avicultura e fruticultura são de R$ 300 mil, e para as demais atividades são de R$ 150 mil. Para operações coletivas em que a finalidade seja o financiamento de construção, reforma ou ampliação de benfeitorias e instalações permanentes, máquinas, equipamentos, inclusive de irrigação, e implementos agropecuários e estruturas de armazenagem, de uso comum, o limite será de R$ 750 mil, contando que o valor por beneficiário não seja superior a R$ 150 mil, por ano agrícola.
Acessem a pagina do Pronaf Financiamento; Link da matéria:  http://www.pronaffinanciamento.com.br/pronaf-agroecologia/

SIPAF - Selo da Identificação da Participação da Agricultura Familiar



A agricultura familiar fornece grande parte dos alimentos consumidos no País, no entanto, esta participação é praticamente imperceptível para os consumidores. Para torná-la visível, na alimentação diária dos brasileiros, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) por meio da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) criou o Selo da Identificação da Participação da Agricultura Familiar (SIPAF). 

 

 O uso do SIPAF é de caráter voluntário e representa um sinal identificador de produtos, cujo objetivo é fortalecer a identidade social da agricultura familiar perante os consumidores, informar e divulgar a presença significativa da agricultura familiar nos produtos.

 
Os interessados em obter o selo devem estar com a documentação regularizada: CNPJ, em caso de empreendimento, e CPF, em caso de pessoas físicas. Os que possuem Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) devem estar com a declaração dentro do prazo de validade.

 Conheça mais sobre o SIPAF e entre em contato conosco, através do email: sipaf@mda.gov.br.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Mercado brasileiro de orgânicos deve movimentar R$ 2,5 bi em 2016




 

A agricultura orgânica ganha cada vez mais espaço na cadeia agrícola brasileira. Em 2014, ela movimentou cerca de R$ 2 bilhões e a expectativa é que em 2016 este número alcance R$ 2,5 bilhões, segundo o setor. O mercado nacional de orgânicos espera crescer entre 20% e 30% no ano que vem.

Os produtos de orgânicos agregam, em média, 30% a mais no preço quando comparado aos produtos convencionais, de acordo com analistas do setor. Segundo Jorge Ricardo de Almeida Gonçalves, da Coordenação de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a formação de preços depende especialmente do gerenciamento da unidade de produção, do canal de comercialização e da oferta e demanda dos produtos.

“Normalmente, os valores dos orgânicos são mais elevados que os dos produtos convencionais por terem uma menor escala de produção, custos de conversão para adequação aos regulamentos e processos de reconhecimento de sua qualidade orgânica”, assinala Jorge Ricardo. Na sua avaliação, o produtor de orgânicos ainda carece de crédito diferenciado e de tecnologias e assistência técnica, além de infraestrutura e logística adequadas às características da produção e do mercado de orgânicos.

Cadastro
Atualmente, há 11.084 produtores no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, gerenciado pelo Mapa. O banco de dados é liderado pelos estados do Rio Grande do Sul (1.554), São Paulo (1.438), Paraná (1.414) e Santa Catarina (999)

A área de produção orgânica no Brasil abrange 950 mil hectares. Nela, são produzidas hortaliças, cana-de-açúcar, arroz, café, castanha do brasil, cacau, açaí, guaraná, palmito, mel, sucos, ovos e laticínios.
O Brasil exporta para mais de 76 países. Os principais produtos exportados são açúcar, mel, oleaginosas, frutas e castanhas.



Normatização
A legislação brasileira estabelece três instrumentos para garantir a qualidade dos alimentos: a certificação por auditoria, os sistemas participativos de garantia e o controle social para a venda direta sem certificação.
Os agricultores que buscarem a certificação por auditoria ou participativa poderão utilizar o selo oficial nos seus produtos. O selo é fornecido por organismos de avaliação de conformidade credenciados pelo Ministério da Agricultura. Eles são os responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização dos produtos.

Os grupos de agricultores familiares que quiserem atuar na venda direta recebem uma declaração de cadastro emitida pelo Mapa.
 

O governo federal tem estimulado, em parceria com entidades públicas e privadas, a difusão da agricultura orgânica com cursos de capacitação, promoção de feiras orgânicas para o escoamento dos produtos e certificação da produção. A certificação garante a origem e forma produtiva do alimento que chega ao consumidor, atestando que a produção está em harmonia com o meio ambiente.


Sistemas
Os produtores de orgânico destacam que a atividade tem impacto ambiental positivo, como a ampliação dos ecossistemas locais e a redução do aquecimento global. Além disso – ressaltam –, contribui para a sustentabilidade econômica da agricultura familiar e para a melhoria da qualidade de vida.
A prioridade desse sistema é empregar matéria orgânica e adotar boas práticas que harmonizem os processos biológicos. Os produtos orgânicos são provenientes de sistemas baseados em processos naturais.

 
As técnicas para obter o produto orgânico incluem manejo da matéria orgânica, uso de adubação verde e biofertilizantes, consórcio e a rotação de culturas, emprego de sementes crioulas ou de variedades mais resistentes e adaptadas e utilização de controle fitossanitário biológico, mecânico ou cultural. Estes fatores garantem a qualidade dos alimentos orgânicos.

Acessem o Site do Ministério da Agricultura.
Confira a matéria na integra - Link:  http://www.agricultura.gov.br/comunicacao/noticias/2015/09/mercado-brasileiro-de-organicos-deve-movimentar-rs-2-bi-em-2016

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Redução de Agrotóxico e produção de plantas medicinais em Assentamentos

 




Ampliar e incentivar pesquisas técnico-científicas e o desenvolvimento de tecnologias no uso sustentável da biodiversidade. Para isso, foi firmado, nesta terça-feira (06), acordo de cooperação técnica entre o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Entre as medidas previstas estão o aumento da produção de plantas medicinais e fitoterápicas, a estruturação de arranjos  produtivos - para aumentar a geração de empregos, e a implementação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara).

“É um momento muito importante, pois é uma parceria que reafirma nosso compromisso no MDA. Essa é uma pesquisa que é feita em prol do povo, para o bem da população. Queremos produzir alimentos saudáveis. Temos que ser claros quanto à questão do uso abusivo de agrotóxicos e sementes transgênicas”, observou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, aos presentes, após assinar o documento no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

 

A presidente do Incra, Maria Lúcia Falcón, reafirmou a fala do ministro e complementou “que a expectativa é que o acordo traga benefícios aos assentamentos e a seus moradores.”

Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, a fundação tem experiência no estudo e no combate ao uso de veneno na agricultura. “A Fiocruz tem um histórico consolidado de trabalho, com temas vinculados à agroecologia e à questão da saúde. O modo de produção agrário pode ser colocado como fator extremamente nocivo à saúde, como é o caso do uso de agrotóxicos”, disse Gadelha.

João Paulo Biage - Ascom/MDA

Mais informações acessem o Site do Ministério do Desenvolvimento Agrario - MDA.
Link da matéria:  http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/redu%C3%A7%C3%A3o-de-agrot%C3%B3xicos-e-produ%C3%A7%C3%A3o-de-plantas-medicinais-em-assentamentos

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Caravanas Agroecológicas semeiam troca de conhecimentos no Vale do Jequitinhonha

Partilha de experiências e saberes. Esse foi o tom do início das atividades do II Encontro da Agrobiodiversidade do Semiárido Mineiro, que se deu através de 11 caravanas agroecológicas, realizadas no dia 1º de outubro em diversas cidades do Vale do Jequitinhonha. Uma delas aconteceu na Casa de Sementes da Gente e do Amor, na Comunidade Caldeirão, município de Itinga. O público, quase 40 pessoas, em sua maioria  agricultoras e agricultores assessorados pelas organizações baianas CEDASB e Cáritas Ruy Barbosa, participantes do Programa Sementes do Semiárido da ASA, que saíram de seus territórios com o objetivo de conhecer e partilhar experiências, principalmente relacionadas às sementes crioulas.

 

Valteir Soares, um dos agricultores responsáveis pela Casa de Sementes, contou para o grupo que a ideia de construí-la surgiu a partir de uma visita a Pernambuco, na qual conheceu a comunidade de Mulungu e viu as pessoas de lá trocando sementes entre si. Além disso, foi através desse intercâmbio que modificou o seu modo de produção: “eu era muito queimador até 2006, minha terra estava muito degradada. Depois que parei, minha terra melhorou cem por cento”. O agricultor, que não gosta de se identificar como guardião de sementes (“quem são guardiões são vocês, que plantam em suas comunidades”), relata que a Casa foi construída em forma de mutirão em 2007, atualmente possui 85 famílias cadastradas e atende 3 municípios. O espaço abriga mais de 120 variedades de milho, feijão, sementes nativas e hortaliças. Sua gestão se dá através de uma comissão formada por seis pessoas: 2 mulheres, 2 homens, 2 mulheres jovens e 2 homens jovens. Existe uma assembleia anual, e a política de empréstimo e devolução de sementes é pegar uma determinada quantidade e devolver o dobro. A Casa também impulsiona a economia solidária local, por meio da comercialização de sementes crioulas e outros produtos do Caldeirão e comunidades do entorno: conservas de pimenta e pepino, rapé, artesanato, argila. 

As agricultoras e agricultores interagiram bastante com Valteir, perguntando sobre técnicas de armazenamento de sementes, organização e gestão da Casa, e compartilhando com ele formas de plantio e alimentação animal. Questionado sobre como a comunidade faz para preservar suas sementes, ele afirmou que a multiplicação acontece graças às tecnologias do P1+2 e às barragens. Além disso, as sementes também são produzidas em regiões mais úmidas, e trazidas para a Comunidade do Caldeirão. A prosa também teve momento para Valteir contar histórias engraçadas sobre suas andanças pelo Semiárido, em missão pelas sementes crioulas, e para recitação de poesias. Após o almoço coletivo, o grupo avaliou a vivência. Não faltaram depoimentos como o de Eduardo Santana, do município de Mairi, Bahia, que exaltou  a bravura de Valteir em mobilizar sua comunidade para a organização da Casa, e como o de Madalena Novaes, baiana da cidade Maracá, que chamou a atenção para a produção e multiplicação de sementes em um clima bastante seco e com poucas chuvas.

Acessem o Site da ASA - Articulação do Semiárido Brasileiro.
Link da matéria:  http://www.asabrasil.org.br/noticias?artigo_id=9055

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) ; Belém/PA






A importância da agroecologia para o desenvolvimento da agricultura familiar brasileira ganhou destaque na fala do ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, durante sua participação no IX Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), em Belém (PA). “Apoiamos a produção de alimentos em quantidade e qualidade, livres de agrotóxicos e sem o uso de sementes transgênicas, para garantir a segurança alimentar”, disse o ministro, nesta quinta-feira (1º), ao salientar que a agroecologia é ponto central nas ações do ministério.  

Com o mote ‘Diversidade e soberania na construção do bem viver’, o congresso, organizado pela Associação Brasileira de Agroecologia, reuniu 3,2 mil participantes, que além de participar de debates puderam conferir de perto os 150 estandes da feira de alimentos orgânicos e de artesanatos - produzido por agricultores familiares, extrativistas e comunidades tradicionais.

Ao participar da mesa redonda ‘PNAPO – Um balanço das ações e as perspectivas futuras’, parte da programação desse último dia do congresso, Patrus reforçou os principais compromissos do MDA na produção de alimentos e no desenvolvimento rural. “Sabemos que é difícil, em um mundo como o nosso marcado pelo individualismo, um agricultor sobreviver sozinho. Por isso incentivamos o cooperativismo, que tem a dimensão de somar esforços, na busca de um objetivo maior econômico e social, reforçando os laços de solidariedade ”.

 
O ministro também reafirmou aos presentes a intenção de assentar até 2018 todas as famílias acampadas. “Ao aplicarmos o conceito da função social da terra, queremos assentar, em condições dignas, todas as famílias acampadas no Brasil. A gente sabe que é um compromisso ousado, mas temos que ousar para enfrentarmos os desafios do nosso país e do nosso planeta, fazendo do Brasil, cada vez mais, uma pátria acolhedora e justa, para todos os seus filhas e filhos. Como cantamos no hino nacional, ‘dos filhos deste solo, és mãe gentil’”.

A presidente da Associação Brasileira de Agroecologia, Irene Cardoso, ao tratar da construção da política de produção agroecológica, realçou a importância da organização das mulheres para essa conquista. “Devemos muito a mobilização da Marcha das Margaridas, no processo de construção das políticas e programas que incentivam a produção orgânica. Como sempre dizemos: sem feminismo não existe agroecologia”.

Ouvindo movimentos
Patrus também recebeu, durante sua participação no congresso, demandas de variados movimentos sociais. Entre os pedidos, está a participação de representantes dos povos indígenas na Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), a preservação ambiental, a reforma agrária e a ampliação dos recursos para o desenvolvimento da agroecologia e da agricultura familiar, além de maior facilidade para acessar estes recursos.
Outra demanda é o fortalecimento das ações de promoção da paz no campo.

Sobre o congresso

O Congresso Brasileiro de Agroecologia é um espaço de diálogo entre a academia - o conhecimento científico - e as práticas dos agricultores familiares e os saberes comunitários.

O evento abordou temas, como: sustentabilidade ambiental, agroecologia e política públicas, educação e bem viver, uso dos solos, valorização das sementes tradicionais e crioulas, soberania e segurança alimentar, uso abusivo de agrotóxicos e sementes transgênicas, mudanças climáticas e o papel da produção de alimentos saudáveis.

A edição deste ano, realizada de 28 de setembro e 1º de outubro, é a primeira a ocorrer na região Amazônica.

 Mateus Zimmermann
Ascom/MDA

Acessem o Site do Ministério Agrário (MDA) , Link da matéria:  http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/agroecologia-construindo-o-bem-viver
IX Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), em Belém (PA). - See more at: http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/agroecologia-construindo-o-bem-viver#sthash.PDdbVYmZ.dpuf

Sementes crioulas: verdadeiros patrimônios genéticos

Agricultoras e agricultores familiares de todo Brasil contribuem de diversas maneiras para a preservação da agrobiodiversidade. Uma das prin...